Cármen Lúcia diz ser contra reajuste no Judiciário: ‘Não queria estar ao lado dos vencedores’

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovar a inclusão de um reajuste de 16,38% nos vencimentos dos ministros na proposta orçamentária para 2019, a presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, criticou a medida e disse ser contrária ao aumento. Segundo ela, não é bom estar na corrente que venceu a tese pela admissão do incremento.

“Ontem perdi. Provavelmente hoje perco de novo. Mas eu não queria estar do lado dos vencedores. Os que venceram e como venceram não era o que eu queria mesmo e continuo não convencida que era o melhor para o Brasil”, afirmou a magistrada, no enceramento do seminário “Direitos Humanos nos 30 anos da Constituição Federal e nos 70 anos da Declaração Universal”, na manhã de hoje (9).

O reajuste representa um aumento no teto do funcionalismo público, que é de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil. A proposta ainda precisa ser apreciada pelo Congresso Nacional.

No STF, o impacto fiscal seria de R$ 2,7 milhões, além de R$ 717,1 milhões para o Poder Judiciário federal. O orçamento total do Supremo é de R$ 741 milhões para o próximo ano.

por Metro1

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*