‘Sem casa’ na Libertadores, Atlético-PR não se arrepende de ‘perder’ Arena para o vôlei: ‘É só um jogo’

O Atlético-PR entra em campo na noite desta quarta-feira para receber o Santos no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Mas, apesar de ter o mando da partida, o time rubro-negro não poderá contar com a Arena da Baixada e terá que atuar na Vila Capanema, casa do Paraná Clube. Tudo porque o clube resolveu alugar o estádio para a disputa da Liga Mundial de vôlei.

Mas, mesmo depois de tanta dificuldade para achar uma casa para jogar, o Atlético-PR não se arrepende do acordo feito com a Federação Internacional de Vôlei.

“O Atlético está trazendo para Curitiba um dos maiores eventos do mundo”, diz o diretor de marketing do clube, Mauro Holzmann. “É só um jogo”, complementa, justificando e negando qualquer arrependimento pelo aluguel do próprio estádio.

A verdade, porém, é que o caso todo irritou bastante o clube. O Atlético-PR diz que só fez o acordo para ceder a Arena porque tinha certeza que poderia contar com o Couto Pereira, do Coritiba. Se baseava em um acordo assinado com o rival em 2015, que previa o empréstimo mútuo dos estádios quando preciso.

Só que o Coritiba negou que tinha qualquer obrigação e se negou a ceder o Couto, alegando que o gramado não estava em condições de receber o jogo por conta do plantio da grama de inverno. O Atlético-PR chegou até a entrar na Justiça para poder usar o estádio coxa-branca, mas acabou derrotado nos tribunais.

“Lamentamos ter acreditado na palavra, na seriedade e no compromisso de pessoas que ocupam cargos de relevo e que, de forma impensada e, de certo modo, até amadora, tomam infaustas decisões que somente prejudicam o fortalecimento do futebol paranaense”, disse o Atlético-PR em nota oficial.

“A diretoria do Coritiba Foot Ball Club, nas palavras do presidente Rogério Portugal Bacellar, entende que’as decisões da justiça tanto em primeira quanto em segunda instância foram claras e dispõem sobre a situação. Na carta, estão explicações dos diretores do Atlético-PR aos seus torcedores, aliás, aos quais eles realmente devem esclarecimentos’”, respondeu o Coritiba, também em nota oficial.

Por conta do tamanho menor da Vila Capenema (18 mil pessoas contra 42 mil da Arena), mesmo quem é sócio-torcedor não teve ingresso garantido – afinal de contas, o Atlético-PR conta com 25 mil sócios.

Outra coisa que irritou a diretoria atleticana foi a especulação sobre o quanto o clube ganharia pelo aluguel do estádio para a Liga Mundial. O jornal Gazeta do Povo chegou a publicar que o Atlético só teria direito a 30% da renda obtida com a venda de ingressos. O clube nega veementemente que seja só isso, mas diz que não pode revelar números por conta de uma cláusula de confidencialidade no contrato com a FIVB – e promete processar o jornal pelas informações divulgadas.

Segundo números da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes na estreia do Brasil na fase final da Liga Mundial, nesta terça, diante do Canadá.

Fonte: espn.uol.com.br

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