Trabalhadores da limpeza anunciam greve por tempo indeterminado na Uefs

Mais de 100 trabalhadores da área de limpeza da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (15) e anunciaram greve por tempo indeterminado. Eles cobram o pagamento dos salários, dois vales-refeições por dia e vale-transporte.

O vice-presidente do Sintralp, Adir Ribeiro, que representa a categoria, informou que os trabalhadores estão há 15 dias sem receber os salários. Ele afirmou que já procurou a reitoria da Uefs para resolver a situação.

“Conversamos com o responsável pela pasta e ele disse que em junho já tem uma nova empresa. E esperamos que essa empresa seja em dia, porque o que vem acontecendo é que direto essas empresas atrasam, e o trabalhador para e passa necessidade. Fica um jogo, um diz uma coisa e outro fala outra coisa. Eu acredito que o governo não repassa, mas se repassasse tinha como cobrar a empresa e isso não acontece”, salientou.

Ele disse ainda que a greve começou desde ontem (14), às 13h. “A gente só volta a trabalhar com todas as pendências quitadas”.

O chefe de infraestrutura da Uefs, Saulo Rocha, afirmou em entrevista ao Acorda Cidade que a previsão para o pagamento dos salários e benefícios dos trabalhadores da limpeza é de até cinco dias.

Segundo ele, a Universidade vem pagando diretamente ao pessoal da limpeza porque a empresa contratada pela instituição vem apresentando já há quatro meses a falta de documentação para que possam ser liberados os recursos pra ela.

“Para que os trabalhadores não fiquem com atrasos maiores a universidade tem feito o pagamento direto com os recursos da empresa. Agora o pessoal está com o mês de abril atrasado e mais o vale-alimentação e o vale-transporte. Os procedimentos já foram feitos, já está sendo encaminhado o empenho para que o setor financeiro da universidade faça a liberação do pagamento dos salários”, informou Saulo Rocha.

Ele destacou que a universidade só pode realizar esse procedimento a partir do dia 5, quando a empresa autoriza a universidade a fazer o pagamento.

“Até o dia 5 é responsabilidade da empresa e a universidade não pode agir contra a empresa até esse prazo. A partir do quinto dia útil do mês é que a universidade começa a negociar para que possa fazer o pagamento direto dessas pessoas. Mês passado foi feito dessa forma, com a universidade pagando direto na forma de uma contratação indenizatória, porque já venceu o contrato com essa empresa e não pode ser renovado”.

O gestor explicou também que a contratação das empresas é feita pela universidade com a análise da documentação feita junto aos órgãos do estado, que é a Saeb (Secretaria da Administração do Estado da Bahia) e a Sefaz (Secretaria da Fazenda). No entanto, após as empresas terem seus cadastros liberados e participarem da licitação, com toda a apresentação de documentação, e depois apresentam problemas.

Com informações e fotos do repórter Paulo José do Acorda Cidade.

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